Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de março de 2011

A reconstrução de Darwin

Durante o período de chuva (de novembro a abril), Darwin recebe a visita constante de ciclones, como o último, Carlos, que segundo os darwinianos foi só um vento forte, e não um ciclone de verdade. O resultado pode-se ver até agora: são diversas árvores enormes caídas em ruas e parques da cidade. Mas nada se compara ao Tracy.

Uma das árvores caídas em Darwin.

O ciclone Tracy chegou em Darwin no Natal de 1974. Naquele tempo, a arquitetura predominante eram casas de palafitas, Darwin era um balneário de férias para muitos australianos. O ciclone destruiu 70% da cidade, inclusive construções de pedra, que hoje viraram pontos turísticos. Mas o mais incrível foi o processo de reconstrução. Depois do ciclone, a cidade inteira foi evacuada e os habitantes só voltaram quando já estava tudo pronto novamente. O museu de Darwin tem uma sessão bastante extensa sobre o Tracy, mostrando o antes e o depois, e com uma pequena sala onde se pode ouvir o som do ciclone (o que deve ser bastante assustador até hoje para quem presenciou o evento).

Ruínas da antiga prefeitura.

domingo, 13 de março de 2011

A Arembepe australiana

A cerca de 1 hora de distância de Byron Bay, no meio de vales e montanhas, se encontra Nimbin, um local que me havia sido recomendado para descansar. O que não tinham me falado era sobre a história e fama do lugar.

Nimbin é uma cidade verde. São várias as fazendas orgânicas que cercam a pequena cidade, que desabrochou depois de sediar o Aquarius Festival, em 1973. Os hippies chegaram pro festival e de lá nunca mais saíram. Proclamam atualmente a pequena vila de capital australiana da maconha. E com toda razão. Tudo faz alusão a erva: os nomes dos bares, as pinturas nas paredes, as pessoas na rua. Impossível conseguir qualquer tipo de informação de um passante, estão todos muito chapados pra dar qualquer resposta com coerência.

Hemp Bar, e as regras de conduta das ruas de Nimbin.


Rua principal de Nimbin.




De tão caricaturesco chega a ser engraçado. O museu da cidade é uma coleção de pinturas, frases e objetos que só fazem sentido por não terem sentido nenhum!

Entrada do museu de Nimbin.


Logo na entrada, uma senhora de aproximadamente 50 anos se oferece pra tirar uma foto que segundo ela é o melhor ângulo do museu. Assim que entrego minha câmera pra ela, ela mira pro teto e aperta o botão. Impossível não se divertir com a cena! A mesma senhora segue acompanhando e apontando tudo o que ela considera que deve ser observado com mais atenção: a frente de uma combi, um relógio de parede quebrado, um pedaço de uma boneca Barbie... Não, ela não trabalhava no museu nem era guia local, mas uma hippie que via magia nas pequenas coisas da vida. Assim como todos os cidadãos Nimbinianos.  

A sensacional foto do teto do museu!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

2 dias em Wellington

03/01 21h (06h em Brasilia)
Chegamos ontem no final do dia em Wellington e foi estranha a sensação de entrar em uma cidade grande de novo. Wellington é a segunda maior cidade da Nova Zelândia, com aproximadamente 420 mil habitantes. É também o lugar com mais ventoso do país. Um pouco frio até, achei. O albergue é bem maior e mais cheio que os outros por onde passamos.
O triste foi descobrir que tanto no dia em que chegamos como no seguinte, ainda era feriado para eles, então a cidade tava bem vazia. Isso infelizmente influenciou na minha opinião sobre a cidade, gostei mais de Auckland do que de Wellington até agora. E de todas que visitei, Taupo ainda é minha preferida.
Hoje pela manhã subimos o Mount Victoria, de onde se tem uma vista legal da cidade. Lá também foram filmadas algumas cenas do Senhor dos Anéis, a parte em que os Hobbits se escondem na floresta.
A floresta e eu no balanço gigante.

Wellington.
A tarde, fomos no museu Te Papa, que é de graça e bem legal. Tem muita coisa nele que me lembrou o museu da PUC de Porto Alegre. Passei o dia com as irlandesas, meu último dia com duas delas. Elas estão com visto de trabalho na Irlanda e estão morando em Wellington, a partir de amanhã voltam a trabalhar.
Sharon, Emma, Eadaoin e eu, sobre o mapa da Nova Zelândia, apontando para o Mount Doom.

Amanhã pego o ferry pra ilha sul, e devo chegar em Nelson no meio da tarde. É um dos lugares que mais tenho vontade de conhecer na Nova Zelândia, vou passar 3 noites na cidade e em um dos dias quero ir pro Parque Nacional de Abel Tasman, fazer alguma trilha.