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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bibliotecas

Infelizmente o mundo ainda não está tão informatizado a ponto de ter internet gratuita por todos os lados. No Brasil ainda que temos bastante, é difícil ir a algum restaurante ou bar que não tenha wifi. Mas na Australia e Nova Zelândia isso ainda parece estar longe de acontecer. Tirando o Mc Donalds, que tem me salvado na maior parte das vezes, a melhor dica que posso dar é procurar por bibliotecas. A maior parte delas, mesmo em cidades pequenas, oferece computadores com tempo limitado de conexão ou conexão wifi ilimitada, e ainda por cima com tomadas para plugar o computador. Além de ser um ambiente mais agradável, muitas vezes acabam sendo surpreendentes também para os olhos, como a biblioteca estadual em Melbourne:


State Library of Victoria.


Em uma das salas da biblioteca. 4 andares e paredes inteiras cheias de livros!


De Melbourne para Sydney

Uma semana em Melbourne e ainda assim não vi tudo que queria! Me emprestaram uma bicicleta que acabou sendo meu único meio de transporte, além de minhas próprias pernas, para andar pela cidade. Nos últimos dias já me localizava sem o mapa, dava informações pelas ruas, estava me sentindo em casa! Com a bicicleta fiz um passeio ao longo do Yarra River, passei um dia ensolarado na praia e bairro de St. Kilda, saí a noite,...


Manhã de sol pedalando no Yarra River.


Yarra River.

Calçadão da praia de St. Kilda.

St. Kilda.

Aprendi por aqui, que na Australia a maioria dos bares se chama “hotel”, porque antigamente somente hotéis conseguiam licença pra vender bebidas alcoólicas, então todos que queriam ter um bar abriam um hotel, com uns dois quartos, só pra dizer que eram hotéis, e então podiam funcionar legalmente.


Quase todos pubs se chamam hoteis na Austrália. Esse aí fica em Sydney.


E também aprendi a andar de bicicleta sem as mãos! Tão fácil, acho que na verdade era só questão de ter a cobinação bicicleta boa + pavimento regular. Lembrei da piadinha “mira mama, sin las manos!”. :)

Acabei ficando mais tempo em Melbourne porque estava tentando arranjar uma carona para Sydney, que acabou não sendo tão fácil como eu imaginei que seria. Ou a carona saía mais cedo do que eu queria, ou tarde demais.  Ou então confirmavam e desconfirmavam depois, o que é o pior de tudo. Foi por esse motivo que acabei fazendo uma viagem de apenas 1 dia para a Great Ocean Road, tinha que voltar para pegar minha carona, que arranjei em um site específico para isso,  no dia seguinte. Mas quando voltei o cara havia cancelado. Aí acabei pegando um ônibus pinga-pinga estilo aqueles que vão pro litoral no verão, mas pra uma viagem um pouco mais longa. Foram 14 horas de viagem e 26 paradas! Pelo menos uma delas foi em Canberra, e deu pra ver que realmente não perdi nada não tendo ficado por lá. É simplesmente uma capital, mas ainda mais sem graça que Brasilia (desculpas aos amigos de Brasilia, mas ainda não consigo gostar da cidade. Taí um desafio lançado pra próxima vez que eu for à capital!).


E ainda por cima têm uma rua que chamam de bunda!


Cheguei em Sydney em uma noite de domingo e meu amigo Rapha foi me buscar na rodoviária. Minha missão: aprender a gostar de Sidney em aproximadamente 5 dias.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ozzieland!

Apesar de ter a impressão de que não ia gostar tanto da Australia como da Nova Zelândia, já estava na hora de trocar um pouco de ares. E de ter um pouco mais de independência, pois com o Kiwi Experience, ainda mais na alta temporada, não podia decidir de última hora se queria ficar mais tempo em uma cidade ou partir para outra. O que planejei pra Australia é completamente diferente. Tenho 6 semanas aqui e a única coisa que sei é que chego em Melbourne e parto de Darwin. O resto posso decidir na hora.

E começar por Melbourne foi definitivamente uma ótima escolha. Continuo sem saber explicar porque gosto tanto dessa cidade, mas poderia morar facilmente aqui. A cidade tem vida, é cheia de centros culturais e construções incríveis, tem inverno frio e verão quente, como em Porto Alegre, mas com o diferencial de ter praias muito melhores. E além disso tem os Melbournians, que não poderiam ser mais acolhedores. E foi assim que cheguei para ficar 3 dias e acabei ficando 7!

A mais ou menos 1 mês e meio atrás enviei uma solicitação para 2 couchsurfers que moram juntos em Melbourne, torcendo muito para que eles me aceitassem. Eles moram em 4 em uma casa em Colingwood, a 45 minutos a pé do centro da cidade, e pelo perfil deles sabia que não ia querer ficar na casa de mais ninguém se não fossem eles. Mais ou menos 1 semana depois recebi a confirmação de que eu poderia ficar com eles, e acho que não poderia ter feito escolha melhor! Cheguei na casa deles pelas 9h da manhã, depois de ter virado a noite pra ir pro aeroporto e de não ter dormido nada no voo da Jetstar. Já tinha visto aviões com poltronas que não reclinam quase nada, mas não reclinar nada foi novidade para mim. Foram 4 horas de voo nessas condições e com crianças chorando ao meu redor. Então dá pra imaginar a minha felicidade ao chegar na casa deles. E fui recebida com entusiasmo, crepes pro café da manhã e planos para o resto da tarde. E sol e calor, daqueles insuportáveis de não saber onde se enfiar. Mesmo assim, dei uma dormidinha de uma hora pra me recuperar um pouco e aí fomos para praia de Brighton. Cheia, conforme previsto para um domingo ensolarado. O mar mais quente do que eu imaginava, foi um dia perfeito e tipicamente australiano, com fish & chips no final da tarde (o primeiro da minha vida!) vendo o por do sol no mar.


Praia de Brighton, em Melbourne.

Fish & Chips depois da praia. Aaron, Emma, Simon e eu.