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domingo, 19 de dezembro de 2010

Dicas Ilha de Pascoa

·         Leve dinheiro. A maior parte dos estabelecimentos não aceita cartão, os que aceitam cobram taxa adicional sobre a venda. Não precisei sacar dinheiro, mas ouvi falar que só se consegue sacar por lá com Mastercard.
·         Leve comida. Os mercados e restaurantes de lá são todos muito caros, então se você for ficar em albergue ou camping, o ideal é já fazer um rancho antes em Santiago para não ter que comprar lá.
·         Se tiver que comprar alguma coisa, às 7h30 da manhã, na rua principal, perto do mercado de artesanato, é montada uma feira com legumes, frutas, verduras e peixe. O peixe é bem fresco, e não muito caro. Foi o que mais comi enquanto estava por lá. Pra quem tiver paciência e equipamento, pode-se tentar pescar o seu próprio também.
·         A água da torneira é própria para consumo, mas tem gosto ruim. Pra disfarçar, o melhor é levar (ou comprar) suco em pó. O gosto some todinho.
·         Os animais na ilha não sabem conviver com humanos. Os cavalos muitas vezes se atiram na frente dos carros, por isso tem que dirigir com precaução (um taxista me disse que eles fazem isso devido a uma erva que comem, que os deixa meio chapados). Os cachorros sempre querem acompanhar qualquer pessoa que esteja caminhando, mas eles não andam do lado, andam em cima dos nossos pés. Como são muitos, ficam disputando o espaço e acabam brigando em cima da gente. Aprendi depois de uns dias que quando eles começarem a se aproximar pra te acompanhar, é só dizer um “Sai!” firme, em qualquer língua, que eles se afastam. Vão continuar acompanhando a caminhada, mas de longe, assim em caso de briga só eles se machucam.
·         Apesar da distância, a Ilha de Pascoa pertence ao Chile, por isso não há carimbo de entrada no passaporte. Porém, como eles são muito legais, criaram um carimbo próprio, que pode ser conseguido gratuitamente levando o passaporte até os correios (na rua da igreja, perto da quadra de futebol).


Olhaí que bonitinho o carimbo no meu passaporte!
·         Leve protetor solar (muito!), tênis, mochila pras caminhadas, lanterna pras cavernas, roupa de calor para o dia e um casaquinho para a noite nos meses de verão (os mesmos meses do Brasil). No inverno, não faço a menor ideia de como seja, pesquisem!

Últimos dias na Ilha

13/12/2010, 11h30 (14h30 horário de Brasilia)

Antes de vir para cá me falaram que 1 semana seria tempo demais. Bobagem! Uma semana é o tempo ideal para se ver tudo sem pressa, podendo parar para admirar cada canto da ilha e não perder nada devido as chuvas constantes. Chove bastante por aqui, mas são chuvas tropicais, o sol dificilmente some e assim quase sempre sai também um arco-iris.

Continuando de onde eu parei, os passeios anteriores tinha feito com um casal de escoceses que conheci no primeiro dia e com uma espanhola, que chegou no camping um dia depois de nós. Alugamos carro por dois dias e assim conhecemos grande parte da ilha. No dia seguinte, 3 chilenos de Ozorno que chegaram depois de nós nos chamaram para dividir o carro com eles, então foram os 3, eu e a espanhola para Poike, um canto da ilha que supostamente não se pode ir sem guia, mas achamos que não teria problema e fomos, planejando caminhar umas 3 horas para conhecer a região. Um outro chileno de Santiago que mora na ilha havia feito um mapa indicando tudo que se poderia ver nessa região: os 2 moais mais bem conservados de Rapa Nui, um moai pequeno, petroglifos, as cavernas das virgens e o Deus da chuva. Na entrada de Poike encontramos com um italiano e uma inglesa, que se uniram a nós na caminhada. O que era para durar 3 horas levou 7, e de tudo que tinha para ver por lá, encontramos somente cavalos, vacas, esqueletos de vacas e o deus da chuva.



De qualquer maneira, valeu a caminhada. Sempre vale. As paisagens são lindas, e de cima dos vulcões se tem a noção clara de que não tem nada em volta a milhas de distância.

Poike. E eu, admirando a vista.


 No dia seguinte, chovia horrores, mas assim que parou me levantei correndo e fui na missa, que haviam me recomendado. Cheguei nos 15 minutos finais, igreja lotada, não dava pra entrar. A missa é em espanhol, mas as músicas são todas em Rapa Nui. Bem animado, valeu a pena o esforço. Olha só o que tinha na porta de entrada da igreja:

Que tipo de presente é esse, hein? Certeza que não podiam dar nada melhor?

Sai da missa e fui caminhar sozinha, para conhecer algumas cavernas que ainda não tinha visto. Fui em duas pela manhã e em mais uma, aí acompanhada por mais dois amigos, a tarde.

Cueva "Dos ventanas".

Hoje, segunda-feira, acordei mais cedo e fui ver o nascer do sol novamente nos 15 moais. Um espanhol que estava no camping avisou a noite que ia no dia seguinte e tinha lugar no carro, aí achei que não podia perder a chance de ver eles novamente, vai saber se um dia vou voltar. De novo foi espetacular, tinha menos nuvens então deu pra ver o sol saindo por detrás deles.


Estou no aeroporto agora, com mais 7 pessoas que estavam no camping que também vão pegar o mesmo voo.

Coreano (não lembro o nome, os italianos Guido e Grazia, Judith (espanhola), os escoceses Kerr e Flora, Julia (alemã) e eu.

Triste por ir, mas ainda vem muita coisa boa aí pela frente. Amanhã vou para San Pedro de Atacama, vamos ver o que me espera por lá!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Vulcões, praias e moais

13:30 (16:30 em Brasilia)

Hoje é meu quarto dia aqui na ilha, o primeiro dia que tenho mais tempo livre e que chove. To até achando bom, porque quero dar uma dormida agora a tarde e assim dá pra encarar a barraca, que não fica na sombra. Acordamos cedo hoje (às 5h) para ver o nascer do sol por detrás dos moais de Tongariki, os mais famosos. Lindo, lindo!


Os 15 moais, Tongariki.
 É a segunda vez que vamos até lá, mas não dá pra cansar de olhar pra eles. Arrisco até a dizer que me impressionaram mais do que as 3 grandes pirâmides do Egito, cada um de um tamanho diferente, com uma cara diferente. Deve existir alguma razão pra isso, mas pouco se sabem sobre eles, devido as diversas invasões que a ilha já sofreu e a dizimação dos rapa nui. Uma pena. Fica a curiosidade, e que cada um crie sua própria teoria. Pela quantidade de moais que eu já vi até agora, a minha é a de que eles queriam cercar toda a ilha com eles, como uma forma de proteção. Além dos moais de pé, tem centenas tombados (derrubados em batalhas entre tribos), muito inacabados ainda encravados na pedra e outros prontos mas que nunca foram levados aos seus destinos certos. A fábrica de moais se chama Rano Raraku, um vulcão extinto. Olhando de longe, parece que os moais estão descendo o vulcão, e dá a impressão de que a qualquer hora vão sair da terra.


Os moais descendo a ladeira.
 Outro vulcão legal que fomos no primeiro dia é o Rano Kau. Meu primeiro vulcão, nunca tinha visto um antes! Chegamos até ele por uma trilha, 1h30 mais ou menos de caminhada. Dentro dele tem um lago de água doce, o que faz com que ele seja mais bonito que os outros que vi aqui na ilha, além de ter uma cratera enorme!


Eu no vulcão.

E concluindo o post resumido, aí vai uma fotinho da praia de Anakena, a mais bonita daqui. O mar é super azul, dá pra ver os peixinhos no fundo, e a água tem a temperatura ideal pro clima daqui.


Entrada da praia de Anakena.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ilha de Páscoa: Cheguei!!!

Ilha de Pascoa, 9h (12h em Brasilia)

Indescritível a sensação de chegar na Ilha de Pascoa, de saber que se está no lugar habitado mais isolado do mundo! Quer dizer, se a ilha afundar, não tem pra onde nadar em volta. São 5 horas e meia de voo de Santiago a Rapa Nui (nome polinésio da Ilha), do avião se vê um pequeno pedaço de terra, com três vulcões, um em cada ponta do triângulo, e pouquíssimas casas concentradas próximas a um deles. São só 4.200 habitantes. O aeroporto são só 2 pistas, e ao descer já se sente o cheiro de mato que tem por toda parte.


No aeroporto da Ilha de Pascoa, chegando.

Os hotéis e albergues estão todos lá esperando, com colares de flores, pra recepcionar os turistas e levar até seus estabelecimentos. Estou ficando em um camping, e na van já conheci o pessoal que estava vindo pra cá também: um casal de italianos, um de escoceses, uma alemã e um cara da Etiópia. Todos viajando assim como eu, mas por períodos maiores. Passei o dia com os escoceses, e já combinamos de alugar carro juntos para conhecer a ilha (em três, é mais barato do que alugar uma bicicleta pra cada um). Ontem como chegamos a tarde não dava tempo de fazer muita coisa, então demos uma caminhada aqui por perto, fomos a uma pequena prainha e vimos muitos moais. Achei que só fosse encontrar aqueles 15 enfileirados, que se vê nos cartões postais, mas eles estão espalhados por toda a ilha!


Camping, na beira do mar. A casa no fundo é onde fica a cozinha.

O camping é bem legal. Apesar de não ter nenhuma sombra e as barracas ficarem todas no sol, como está na beira do mar venta bastante, e a noite dá até pra se cobrir. Não precisa ter barraca pra ficar aqui, eles alugam a barraca com colchão e saco de dormir. Eu acabei comprando um pra mim, porque achei mais higiênico e porque material de acampamento é barato demais em Santiago (o saco de dormir me custou aproximadamente R$ 23,00). Tem uma cozinha comunitária bem limpinha e organizada. Tem que tirar o sapato pra entrar e cada um tem um armário com chave, com um prato raso, um de sopa e uma caneca. Em todas as peças tem gravado o número do armário, assim se alguém deixar algo sujo na pia dá pra saber quem foi.

Planos de conhecer toda a ilha durante minha estada aqui, começando agora! Vou conhecer o primeiro vulcão, Orongo. Quando der posto umas fotos!